Os cartões são o principal instrumento disciplinar do árbitro. Entender o que leva a cada um deles ajuda a avaliar se uma decisão foi correta, e também a prever como ela pesa na tabela.
Cartão amarelo: advertência
O jogador que recebe amarelo continua em campo, mas fica advertido. Entre as situações que levam a ele:
- conduta antidesportiva, como uma falta tática para interromper um ataque promissor;
- desaprovar decisões do árbitro com palavras ou gestos;
- cometer infrações de forma persistente;
- retardar a reposição de bola ou não respeitar a distância regulamentar;
- simular uma falta, o famoso “cavar” pênalti ou falta;
- tirar a camisa na comemoração de um gol.
Cartão vermelho: expulsão
O jogador expulso deixa o campo e não pode ser substituído, então o time joga com um a menos. As principais razões são:
- jogada violenta, agressão, cuspir ou morder alguém;
- impedir um gol ou uma oportunidade clara de gol com a mão (exceto o goleiro dentro da própria área);
- impedir uma oportunidade clara de gol com uma falta;
- usar linguagem ou gestos ofensivos, insultantes ou abusivos;
- receber um segundo cartão amarelo na mesma partida.
Existe uma exceção importante: quando a falta que impede a oportunidade de gol acontece dentro da grande área e o defensor tenta disputar a bola, a punição costuma ser o amarelo, além do pênalti.
Quem pode receber cartão
Jogadores, reservas e também integrantes da comissão técnica podem ser advertidos ou expulsos.
E depois do jogo?
A expulsão gera suspensão automática, e a duração depende do regulamento e do tribunal desportivo. No Brasileirão, o regulamento também prevê suspensão para quem acumula três cartões amarelos. Como esses detalhes podem mudar de uma edição para outra, vale conferir o regulamento vigente.
O VAR pode rever expulsões diretas e erros de identidade. Entenda os limites em VAR: quando ele pode intervir.
Fontes: Regras do Jogo, Regra 12, da International Football Association Board (IFAB), e regulamento do Campeonato Brasileiro da CBF.